quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Eternamente Maysa!



Maysa foi uma criança criada por freiras em colégios burgueses, que moldam cidadãos para a vida , porém não lhes negam o sentimento de importância, ética e rebeldia justa, perante anormalidades ou grosserias de mentes boçais.
Daí o confronto entre alguém que foi criada assim e o nosso mundinho brasileiro de tantas “anomalias crônicas” culturais, principalmente no meio artístico.
Ela jamais se censurou ou se deixou restringir pelos modelos da época nem, por nada porque sempre pressentiu que não viveria muito .
-Defendo-a, pelo que pude sentir de perto, com ela, conversando (pouco antes dela morrer) e vocês sabem que sou sensitivo a ponto de não me enganar tão facilmente assim.
-Maysa morreu por querer viver demais ,enquanto poderia , pois inconscientemente sabia que sua vida seria curta!
Antes de ser “crucificada” pelos seus erros deveria ser admirada pelos acertos.
Não me importando com o IBOPE , estou apreciando a série , por saber realmente de quem estão tratando.
A Maysa que conheci tão brevemente, era doce , modesta e muitíssimo carinhosa.
Que fique esta lembrança ...pois jamais me esquecerei de sua alma de mulher magnífica.

20 comentários:

Anônimo disse...

Ela deve ter sido muito especial mesmo.

Anônimo disse...

E mais uma coisa você vai comentar o BBB 9? Já escolhertam os participantes(link abaixo) e 2 são da terceira idade.

http://producao.bbb.globo.com/diariodaproducao/

Sol disse...

Também estou gostando muito da minisérie,Monjardim não poderia mostrá-la de outra maneira, porque foi assim que ele a viu.

Imagine uma criança,ouvindo várias críticas sobre o comportamento da mãe ou um adolescente presenciando e lendo notícias denegrindo sua imagem?

Monjardim é um sobrevivente , acredito que entendeu e aceitou sua história, caso contrário não assumiria o sobrenome da mãe, porque convenhamos, ostentar o Matarazzo lhe traria muito mais status.

Nesses dois capítulos Maysa me despertou dois sentimentos, raiva e pena, raiva por sua irresponsabilidade de mãe e,seu egoísmo em não entender as necessidades do outro, pena por ver uma pessoa jovem e talentosa se destruindo aos poucos e não apenas pelo vício mas, também pelo temperamento explosivo ,irracional.

Se fosse nos tempos de hoje seria considerada uma maníaca depressiva, por alternar, doçura e loucura.

Ao mesmo tempo admiro sua coragem em "chutar o balde" quando algo ou alguém lhe desagradava,mesmo chocando, Maysa respeitou seus sentimentos,lutou e realizou seus sonhos.
Quem não gostaria de agir da mesma maneira pelo menos uma vez na vida?

Talvez mais velha, tenha entendido que tudo poderia ter sido feito de outra maneira.

Solange

Sol disse...

Homero,

Estou com uma dúvida, na época o compositor, garanhão ,galinhão, metido a gostoso, "namorava" aquela "socialite", que nos dias de hoje ficou meia esquisita graças a ínumeras plásticas e botox cujo sobrenome é do rei das Selvas ?

Solange

Homero Moutinho Filho disse...

Sol.
-Agora você me deixou "boiando"...rsrsrs
-Qual "socialite"?
-Não está confundindo com a Klein e o Valdick Soriano?
-Pelo que vi, o filho da Maysa está acabando com a reputação do Ronaldo Boscoli, mostrando-o como um cafajeste, gigolô, interesseiro e sem talento.
-Será que depois o Jayme vai consertar o estrago nos próximos capítulos?
-Sei não... a coisa ficou feia mesmo...pode até dar em processo contra ele, por difamação e danos morais...

Homero Moutinho Filho disse...

Na verdade, grande parte da turma da Bossa nova e rock, veio do "clube dos cafajestes" de Copacabana.
-Eu era um garoto ainda, mal saido das calças curtas e meus primos mais velhos já namoravam as grandes atrizes do cinema, como a Norma Benguel e outras famosíssimas, mas eles não precisavam disso, pois eram ricos de família. Era pura curtição mesmo e, apesar de terem até participado de filmes de sucesso , não dependiam deste meio e seguiram suas profissões.
Mas muitos dependiam e usaram, exploraram e se fizeram na vida a custa de pessoas como a Maysa e Elis Regina.

Anônimo disse...

Homero
responde a minha pergunta.

Homero Moutinho Filho disse...

Responderei assim que você se lembrar dela e me disser, pois não sou adivinho...rsrsrs

Homero Moutinho Filho disse...

Se é sobre o BBB9 , não tem nada a ver com este texto. Posteriormente postarei sobre o assunto.

Anônimo disse...

Hoje pela primeira vez vi um capítulo inteiro de MAYSA e gostei ela era uma mulher cheia de vida e personalidade.

Anônimo disse...

Eu só escrevi sobre o BBB aqui porque não consequi te mandar um e-mail.

Sol disse...

Homero, estou me referindo a Danusa Leão,me parece que o compositor teve um romance com ela também.

Não sei se estou certa mas, quando ouço falar no Clube dos Cafajestes vem em minha mente Jece Valadão, me lembro do filme que fez com Norma Benguel, um escandalo para a época, ela também me parece ter sido "da pá virada".

Tinha também Darlene Glória,outra "desajustada" assisti um filme com ela, (escondido de meus pais)só porque ela mostrava os seios.

Mas, voltando a Maysa, também acho que Jayme estava guardando essa "vingança", está mostrando um Bóscoli, explorador,sem princípios e moral.Deixa claro que abusava da sedução.Um tremendo sacana.

A mídia não mudou nada de lá para cá, né não?

Sol disse...

Como mulher, vale dizer que até na maquiagem a produção acertou, naquela época o rímel não era a prova d'agua, se chovesse ou se a moça chorasse, o olho ficava todo borrado como na cena da banheira,e o baton?,perfeito!

Quando vi, me lembrei de uma tia,sempre que ia nos visitar chamava atenção por usar o mesmo tipo de maquiagem.

Solange

Ceiça disse...

Querido amigo

Parece ser uma série interessante sobre a vida dela, onde o importante é aprender com os erros....

Noticia do BBB....
Sabia que um dos bbbs dese ano é o Daniel Gevaerd, filho do Gevaerd ufologo editor da Revista UFO, um dos principais ufologos do mundo (assim dizem rsss....),mas só não sei se isso vai se bom ou ruim pra ufologia... Vamos aguardar!

bjus

Ceiça disse...

Esqueci que tem um vídeo, copie o link...

http://www.youtube.com/watch?v=3fl4hzjj9fU

Homero Moutinho Filho disse...

Ceiça.
-Amiga. Ufólogo também sou e fui até convidado para o congresso em Brasília, pois vi "ufos" e convivi com transas e mensagens deles e de seus "médiuns de lá.
-Só falta o tal do Daniel tratar o Pedro Bial como um "ET" de 2 metros,kkkk.
-Se ele abrir a boca será desmoralizado , melhor é se calar e não arriscar nada.

Anônimo disse...

ALO HOMERO
o bom nisto tudo e q a triz q interpreta a MAYSA teve acesso aos diarios dela e pode compor o personagem com muita autenticidade
mas como ela mesma se classificava sou SIMPLESMENTE MAYSA sem sobrenome apenas uma mulher adiante do seu tempo q bom q pudestes estar proximo a ela pois tbm a admiro como uma mulher sempre inovadora
LIA POA RS

Sol disse...

Maysa era até divertida,tinha uma sinceridade cortante e desconcertante, se de fato aconteceu o que foi mostrado hoje, o sacana do Boscoli, passou um dobrado nas mãos dela.

Imagino a situação, naquela época as "boas moças" evitavam exposições e escandalos,Boscoli devia se sentir seguro em seduzir a todas de acordo com seus interesses,de repente encontrou um furacão que não aceitou ser a segunda nem terceira da fila.
Mostrou a ele, quem estava no comando.

Eu diria que a vida de Boscolí não foi fácil,depois de Maysa, encarou uma "pimentinha",talvez tenha aprendido a gostar de relações possessivas.

Solange

Elen Maria disse...

Li o que escreveu, but não vi nenhuma novidade em seu texto. O que não quero dizer que não gostei do que li,pelo contrário: adorei!
É mesmo muito típico a sociedade sempre crucifica todas as pessoas que eventualmente apenas vivem! But vale tanto à pena!

Um abraço carinhoso.

Sol disse...

Fico pensando o quanto foi triste a infancia de Jayme Monjardim, principalmente com a morte do pai.

Deve ter feito muita análise e terapia para entender e aceitar essa mãe que nos apresenta,uma Maysa egoísta, autoritária e, sem nenhuma vocação para a maternidade.

Se ela desejava encontrar a felicidade mas, que felicidade se referia?
Me parece ter sido uma pessoa que, se afastou de todos que lhe amava de verdade.

Sofreu tanto quando foi obrigada a ir para o internato e no entanto, repetiu com o filho o mesmo, e o que é pior num país estrangeiro, longe de qualquer vínculo familiar.

Foi uma artista maravilhosa mas, uma mulher com muitos conflitos internos, contraditória, dificil demais para entender.

Solange